Há 34 anos, Arlete buscava pelo filho, Guilherme, que desapareceu após sair de casa para dar uma volta de bicicleta. Ela morreu sem respostas
Se hoje o trabalho é intenso nas buscas por pessoas desaparecidas no Paraná, é também por causa da história de uma mãe que nunca desistiu. Mas ela ficou sem respostas.
Arlete morreu em Curitiba, nesta terça-feira (24), aos 82 anos. Ela passou mais de três décadas procurando pelo filho, Guilherme, desaparecido ainda criança. Ela estava internada em um hospital da capital e não resistiu.
A dor de Arlete começou em 17 de junho de 1991, quando o filho, de apenas 8 anos, desapareceu após sair de casa para dar uma volta de bicicleta. Guilherme Caramês Tiburtius nunca mais foi visto.
Desde então, a mãe transformou o luto em luta e mobilizou autoridades e a sociedade. Sua trajetória ajudou a impulsionar a criação do Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas (Sicride), formalizado em 1996, considerado pioneiro no Brasil na investigação de casos envolvendo crianças. O desaparecimento de Guilherme permaneceu cercado de mistério. Naquele dia, ele chegou a ligar para a mãe pedindo autorização para usar um dinheiro que havia encontrado na rua. Pouco antes do almoço, saiu de bicicleta pela última vez, no bairro Jardim Social. A polícia fez buscas, utilizou cães farejadores e vasculhou até um rio próximo, mas não encontrou pistas, nem mesmo a bicicleta.
Fonte: Banda B








