Ação do Ministério Público Federal aponta que emissora adota a forma equivocada ‘récorde’ em seus programas, o que pode deseducar a população
Segundo ação, apresentada no mês passado, a empresa tem usado repetidamente a pronúncia “récorde”, o que estaria em desacordo com a norma oficial da Língua Portuguesa. O MPF solicita que a emissora seja obrigada a corrigir a forma de falar a palavra e pede indenização de R$ 10 milhões por danos morais coletivos.
Pedido foi apresentado na Justiça Federal em Uberlândia (MG) pelo procurador da República Cléber Eustáquio Neves. No processo, o MPF afirma que, de acordo com o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP), da Academia Brasileira de Letras, a pronúncia correta é “recórde”.
O documento cita ainda que os principais dicionários do país seguem essa mesma orientação e não reconhecem “récorde” como a forma correta.
De acordo com ação, a TV Globo, por operar por meio de uma concessão pública do Estado, tem o dever de cumprir finalidades educativas e informativas, previstas na Constituição. O órgão argumenta que a emissora, ao usar uma pronúncia considerada incorreta, estaria descumprindo essa função e contribuindo para que milhões de telespectadores aprendam a palavra erradamente.
A ação menciona reportagens exibidas em programas como o “Jornal Nacional” e telejornais regionais, nas quais a palavra teria sido pronunciada como “récorde”.
Para o Ministério Público, o uso repetido da pronúncia equivocada pode causar um “efeito multiplicador”, especialmente entre estudantes e candidatos a concursos públicos.
Fonte: Jovem Pan








